As energias que cercam o mundo invisível são vastas e complexas. Para quem caminha nos terreiros, estuda a bruxaria, a alta magia ou evoca as forças da fitoenergética e da floresta, saber identificar o tipo de vibração que está afetando um ambiente ou o campo áurico de uma pessoa é o primeiro passo para a cura e a defesa espiritual.
Embora os termos quiumba, egum e obsessor sejam usados frequentemente como sinônimos por quem está começando, eles representam dinâmicas, intenções e níveis de consciência completamente diferentes no plano astral.
Se você sente a vida travada, a casa pesada ou é atormentado por pensamentos repetitivos, entenda a real natureza dessas forças e aprenda a se proteger.
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O que é um egum? A alma desencarnada
No idioma iorubá, o termo Egum (ou Egun) se refere a qualquer espírito de pessoa falecida. Sob o ponto de vista técnico e cosmológico, toda alma que já viveu na Terra é um Egum. No entanto, no dia a dia ritualístico da Umbanda e do Candomblé, raramente usamos essa palavra para falar de um Guia de Luz ou de um ancestral sagrado. O termo é mais associado aos espíritos que ainda estão “entre mundos”.
O egum faminto e o apego à matéria
Muitas vezes, esse espírito não carrega uma intenção perversa. Ele é apenas uma alma confusa que:
- Não aceitou ou não compreendeu o próprio desencarne;
- Guarda um apego excessivo aos bens materiais, vícios ou rotinas da vida terrena;
- Permanece preso aos parentes vivos por laços de saudade doentia ou preocupação.
Por estar em um plano densamente próximo aos encarnados, o Egum acaba drenando a energia vital (ectoplasma) das pessoas ao redor de forma involuntária. A sua presença prolongada em uma casa deixa o ambiente gelado, as plantas murchas e os moradores constantemente cansados, sonolentos e com dores físicas sem explicação médica.
Quem são os quiumbas? Os falsos exus do baixo astral
Se o Egum é uma alma perdida ou confusa, o Quiumba (ou Kiumba) é um espírito consciente de sua baixa evolução que opta por permanecer nas trevas e na prática do mal. São seres que rejeitam as oportunidades de progresso espiritual e se organizam nas zonas mais densas do plano astral, agindo como verdadeiros cobradores ou sabotadores.
Os mistificadores e a falsa luz
A principal arma de um quiumba é a manipulação psicológica através da vaidade humana. Como não possuem luz própria e sofrem com a falta de energia pura, eles recorrem a disfarces:
- Falsos Exus e Pombagiras: Eles se passam por guardiões de Lei em sessões espirituais desreguladas para exigir oferendas absurdas, barganhar favores egoístas e manipular médiuns despreparados.
- Vampirização: Alimentam-se de fluidos densos gerados por sentimentos de ódio, vingança, medo, além de emanações de vícios químicos e excessos sexuais.
A atuação do quiumba é sutil. Ele não entra onde não há brecha; ele procura ressonância. Se uma pessoa alimenta mágoas profundas, o quiumba se acopla a esse campo áurico para amplificar a dor e gerar discórdia familiar, confusão mental e quebra de harmonia em comunidades espirituais.
O que é um obsessor? O cobrador do carma individual
Na visão da magia universal e do espiritismo, a obsessão é uma doença da alma. Diferente do Egum (que está apenas deslocado no espaço) e do Quiumba (que busca a desordem geral), o obsessor estabelece uma conexão telepática, mental e energética direta com uma pessoa viva específica. Existe um laço de ligação entre eles.
Podemos classificar as obsessões em três categorias principais:
- 1. Simbiose por vício: O espírito não tem ódio do encarnado. Ele quer apenas reviver os prazeres da matéria. Se a pessoa tem um vício em bebida, fumo ou sexo desregrado, o obsessor se acopla ao sistema nervoso dela para absorver as sensações físicas e químicas do ato.
- 2. Vingança do passado: É o cobrador clássico. O espírito guarda a memória de um dano real ou imaginário que sofreu daquela pessoa em encarnações passadas. Ele dedica a sua existência no astral a soprar pensamentos de derrota, culpa e autodestruição, fazendo o encarnado acreditar que aquelas ideias escuras são suas.
- 3. Auto-obsessão: Ocorre quando o próprio indivíduo se torna o seu maior obsessor. Padrões rígidos de culpa, autopunição e pessimismo criam “formas-pensamento” tão densas na aura que passam a agir como entidades externas, bloqueando a prosperidade, os caminhos amorosos e a saúde.
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Tabela comparativa de atuação astral
Veja abaixo as diferenças fundamentais na origem e atuação de cada uma dessas energias:
| Tipo de espírito | Consciência e intenção | Efeito no ambiente e no vivo | Forma principal de tratamento |
| Egum | Inconsciente / Confuso / Apegado | Cansaço físico, bocejos constantes, peso nas costas | Doutrina, preces, encaminhamento ao plano espiritual |
| Quiumba | Consciente / Malicioso / Mistificador | Discórdia coletiva, mistificação, obsessões graves | Firmeza de Esquerda, descarrego pesado por Exu |
| Obsessor | Focado / Vingativo / Simbiótico | Pensamentos autodestrutivos, depressão, caminhos travados | Reforma íntima, quebra de laços mentais e banhos |
Como se proteger e blindar a sua espiritualidade
Seja na magia da floresta, no xamanismo, na bruxaria ou no terreiro, a regra de ouro para a defesa espiritual nunca muda: o padrão vibratório. Espíritos densos não conseguem tocar aquilo que vibra em uma frequência elevada.
Pratique a reforma íntima
“Orai e vigiai” é uma chave mágica real. Vigie as suas reações, o seu vocabulário e os seus pensamentos diários. O quiumba e o obsessor perdem o magnetismo e a capacidade de fixação na sua aura quando não encontram raiva, orgulho ou vaidade para se alimentar.
Firmeza de proteção com os guardiões
Os Exus, Pombagiras e os guardiões ancestrais de outras linhagens mágicas atuam como a guarda de choque do invisível. Manter as suas firmezas em dia, respeitar os fundamentos dos seus protetores e honrar a ancestralidade garante uma barreira intransponível na porta da sua casa e do seu templo.
Banhos de ervas quentes e fitoenergética
A medicina da floresta e o uso das folhas são sagrados. Para limpar os miasmas e larvas astrais deixados por essas entidades, recorra aos banhos de descarrego com ervas de ação cortante e limpadora, como a arruda, a guiné, a espada-de-são-jorge, a aroeira ou as folhas de fumo. Elas purificam a estrutura energética e refazem o brilho da aura.
