Se Exu é o movimento e a ordem, Pombagira é a própria energia da vida, do desejo e da liberdade. Muitas vezes incompreendida por uma visão distorcida e carregada de preconceitos, a Pombagira é uma das entidades mais fundamentais para o equilíbrio espiritual e emocional dentro da Casa da Macumba.
Neste post, vamos revelar a verdadeira essência dessas guardiãs que dominam os segredos do amor, da autoestima e da quebra de correntes.
Quem são as Pombagiras?
As Pombagiras são entidades femininas que trabalham na Linha de Esquerda. São espíritos humanos em evolução que, em suas passagens pela Terra, foram mulheres fortes, à frente de seu tempo, que não se curvaram a opressões.
Hoje, no plano espiritual, elas utilizam essa força para ajudar homens e mulheres a recuperarem seu brilho pessoal e sua vontade de viver. Elas são as mestras da comunicação e da sensualidade (no sentido de “sentir a vida”).
Desmistificando o preconceito
Diferente do que o senso comum prega, Pombagira não trabalha para “separar casais” ou “fazer amarrações” contra a vontade de alguém. Como guardiãs da Lei, elas trabalham para:
- Autoestima: Ajudar a pessoa a se amar e se valorizar.
- Proteção: Blindar o campo emocional contra vampiros energéticos.
- Justiça Feminina: Proteger mulheres em situações de abuso ou injustiça.
“Pombagira não é apenas uma entidade, é o grito de liberdade de toda mulher.”
As principais falanges e atuações
Cada Pombagira traz uma vibração única, muitas vezes ligada ao local onde exercem seu domínio:
- Pombagira Maria Padilha: A rainha das rainhas, mestre em resolver questões de poder e relacionamentos profundos.
- Pombagira Sete Encruzilhadas: Trabalha na comunicação e na abertura de novos caminhos na vida.
- Pombagira Mulambo: A senhora da calunga (cemitério), mestre na transmutação e no desapego. Ela é a força que nos ajuda a deixar o passado para trás e encontrar a cura nas nossas feridas mais profundas.
- Pombagira Cigana: Atua com a liberdade, a alegria e a prosperidade material.
- Pombagira da Figueira: Especialista em cura espiritual e em lidar com as sombras da alma.
A oferenda e o respeito
Saudamos “Laroyê, Pombagira!” ou “Pombagira é Mojubá!” para reconhecer sua autoridade. Suas ferramentas — como o espelho, o batom, a rosa vermelha e o champanhe — são símbolos magísticos que representam a beleza e a sofisticação da alma que não teme ser quem é.
Ter a proteção de uma Pombagira é aprender a caminhar com a cabeça erguida. Ela nos ensina que o sagrado também habita a alegria, a dança e o prazer de ser livre.
